quinta-feira, dezembro 20, 2007

Sobre o Nascimento de Jesus Cristo


por Marcos


No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. A vida estava nele e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela... Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.

João 1:1-5;11-14, Sociedade Bíblica do Brasil: Almeida Revista e Atualizada - Com Números de Strong. Sociedade Bíblica do Brasil, 2003; 2005

Sempre quando o final do ano se aproxima, voltam a falar no tal "espírito natalino" e no chamado "papai noel". Este último, como que uma semente do consumismo, é fantasiosamente fecundado nos corações e mentes das crianças até que, mais ano menos ano, cai por terra deixando para trás os mais diversos traumas nas crianças que não receberam seus presentes e outros traumas em outras crianças que, apesar de os receberem, ficam chocadas ao saberem que toda aquela "magia", que todo aquele "clima" não passava de uma "mentirinha". Já o "espírito natalino" faz com que uma considerável parcela das pessoas se compadeça de outras bem menos favorecidas. É quando uma significativa quantidade de seres humanos que vivem entre a miséria e a pobreza recebem algum donativo, para depois passarem o ano seguinte quase todo na penúria de antes.

Ano após ano tem sido assim. No entanto, o que se tem verificado também é que aquele que seria a causa do Natal tem sido aos poucos substituído por esses "elementos", dentre tantos outros, estranhos ao Cristianismo original.

Nesta época de festas de fim de ano também ocorrem muitas situações lamentáveis de desrespeito, violência e até mesmo de mortes trágicas. Desde os tempos mais remotos da existência do homem fatalidades da natureza ou causadas pelo próprio homem têm ocorrido, mas a impressão que se tem é que quando elas acontecem nesse período de festas as marcas deixadas são maiores e custam mais a desaparecer (quando desaparecem). Talvez isso seja assim devido à importância errada e exagerada (seria uma idolatria?) que se dá a esse período.

O que muitos não lembram é que o próprio Senhor Jesus Cristo morreu num período de festas muito (e corretamente) significativo para o povo do qual Ele faz parte: a Páscoa dos judeus, a qual se dava no dia 14 do primeiro mês do calendário deles (vide, por exemplo, Êxodo 12:1-20 e Mateus 26:2) o que, em nosso calendário, seria em algum dia próximo a primeiro de abril (curioso é ver qual foi o "elemento" colocado pelo ocidente para lembrar esse dia).

Detalhes à parte, não há dúvidas quanto ao período do ano em que Cristo Jesus morreu e ressuscitou (há quem não crê em sua ressurreição; crer ou não é um ato da livre agência de cada um), mas será que Ele nasceu mesmo no final de dezembro?

Toda informação original e autêntica sobre a pessoa e obra de Jesus encontra-se na Bíblia Sagrada. E, mesmo lendo-a, há quem cometa alguns enganos quanto ao seu conteúdo. Um deles, dentre tantos, é a época em que Ele nasceu. Muitos crêem que Cristo tenha nascido por volta do final do mês de dezembro, que é quando se comemora o chamado Natal (mas... natal de quem? Ou do quê?). E isso quando se atenta que é por causa Dele que há tal comemoração, ou melhor, que se atribuiu comemorar Seu nascimento nesse período do ano tanto por parte dos cristãos quanto dos que não o são (bom, quanto a estes, cada um é que sabe o que "comemora" ou não). A intenção aqui não é discutir o porquê se comemora em 25 de dezembro e nem o mote para o consumismo desenfreado que costumeiramente se dá nesta data. Como o título já informa, o objeto de discussão do presente texto é sobre o nascimento de Jesus Cristo. Será tratado a seguir, de um modo breve, sobre em qual período do ano Ele realmente nasceu e por qual razão.

Para sabermos quando Nosso Senhor se fez carne e habitou entre nós, precisamos ver o contexto em que isso se deu. No evangelho de Lucas [1] vemos que João Batista, seu primo, foi concebido no início do quinto mês do calendário hebraico. Após a concepção, a mãe de João se ocultou até ao nono mês (Lucas 1:23,24). No décimo mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus até Maria em Nazaré. Após engravidar pelo Espírito Santo, Maria vai encontrar-se com sua parenta Isabel, mãe de João, o primo de Jesus Cristo, e fica com ela cerca de três meses, ou seja, até por volta do primeiro mês do ano hebraico. (Lucas 1:26,27,36,39,42,56). Sendo um calendário lunar, a cada dois ou três anos era acrescentado um décimo terceiro mês para harmonizá-lo com as estações do ano, o que poderia fazer com que o mês em que Maria tenha retornado a sua casa seja um mês antes. Porém, o mais provável é que não tenha havido tal acréscimo e que o retorno dela tenha sido no primeiro, como veremos mais adiante.

Considerando o primeiro mês do ano como sendo aquele no qual Maria já estava no terceiro mês de gravidez, somando mais seis meses para o ciclo completo de gestação, chegamos ao sétimo mês do calendário judeu, o mês de Tisri (ou Etanim o qual, em nosso calendário, seria entre o final de setembro e começo de outubro), como sendo o mês do nascimento de Nosso Senhor.

Como o relato é de que Cristo nasceu num local aberto (Lucas 2:7), Ele não poderia ter nascido muito depois do sétimo mês (ou após meados de outubro), pois no hemisfério norte já seria frio e chuvoso, conforme relata Esdras 10:9,13 e Cantares 2:11. Mesmo nos dias atuais, chove regularmente quando é inverno naquela região (Enciclopédia Barsa, vol.3, p.202, 1993). Lucas mesmo informa (Lucas 2:8-13) que no dia em quem Jesus nasceu "pastores viviam nos campos e guardavam o seu rebanho durante as vigílias da noite", e isso não seria possível numa estação fria naquela região mediterrânea. Assim, por essas informações, é possível afirmar que o nascimento tenha se dado em fins de setembro ou nos primórdios de outubro, ou seja, em meados de Tisri. Porém, nesse período (entre o dia 15 e o dia 23 de Tisri) acontece a Festa dos Tabernáculos, instituída por Deus ao povo judeu como prescrição e memorial eterno (Levítico 23.33-44; Números 29.12-39) por terem eles habitado em cabanas (ou tabernáculos) no deserto junto com Deus, que os livrara da opressão do Egito.

Uma informação importante é que quando o Evangelho de João diz que "o Verbo se fez carne e habitou entre nós" (João 1:14), no original em grego a palavra traduzida por "habitou" é skenoo, a qual significa "armou seu tabernáculo", ou seja, residiu entre nós, segundo afirmou o profeta Isaías "... eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e Lhe chamará Emanuel..." (Isaías 7:14). E o nome Emanuel quer dizer "Deus conosco", entre nós (aos que crêem Nele)! O cumprimento da Festa dos Tabernáculos se dá no nascimento de Jesus Cristo, o Filho de Deus, o qual "tabernaculou" conosco. Todavia, o cumprimento mais importante das promessas de Deus que se dá em Nosso Senhor Jesus é a sua morte na Páscoa e posterior ressurreição, quando venceu a morte, pois "Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele", visto que "Assim está escrito que o Cristo havia de padecer e ressuscitar dentre os mortos no terceiro dia e que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações..." (João 3:16,17 e Lucas 24:46,47).

Assim, o nascimento de Jesus, ou seu "natal" na Festa dos Tabernáculos, foi para que Ele fizesse habitação perene nos corações e mentes daqueles que crêem em sua morte na Festa da Páscoa e em sua ressurreição e, desse modo, recebam a vida eterna!

Calendário Hebraico [2]

O ano judaico é dividido em 12 meses de 29 ou 30 dias e está baseado nas fases da lua. A cada dois ou três anos é adicionado um mês suplementar – conhecido como "Segundo Adar" (Adar Sheni), antes do mês de Nisã, para compensar a diferença entre o ciclo lunar e o ano solar.

O início do ano cultual é celebrado na primavera (o 1º de Nisã); no entanto, o ano novo civil é celebrado no outono, no mês de Tisri. A numeração dos meses começa na primavera com o mês de Nisã ou Abibe, da mesma forma que na Babilônia. Lembrando que essas estações são no hemisfério norte.

Número do mês

Nome

Meses solares
(nomenclatura atual)

Turnos dos sacerdotes

(1Cr 24:7-19 )

1

Nisã (ou Abibe)

março-abril

1-Jeoiaribe; 2-Jedaías;

2

Iar (ou Zive)

abril-maio

3-Harim; 4-Seorim;

3

Sivã

maio-junho

5-Malquias; 6-Miamim;

4

Tamuz

junho-julho

7-Hacoz; 8-Abias;

5

Abe

julho-agosto

9-Jesua; 10-Secanias;

6

Elul

agosto-setembro

11-Eliasibe; 12-Jaquim;

7

Tisri (ou Etanim)

setembro-outubro

13-Hupá; 14-Jesebeabe;

8

Marquesvã (ou Bul)

outubro-novembro

15-Bilga; 16-Imer;

9

Quisleu

novembro-dezembro

17-Hezir; 18-Hapises;

10

Tebete

dezembro-janeiro

19-Petaías; 20-Jeezquel;

11

Sebate

janeiro-fevereiro

21-Jaquim; 22-Gamul;

12

Adar

fevereiro-março

23-Delaías; 24-Maazias.

(13)

Adar-Sheni

mês suplementar

----

* Os nomes dos meses são pós-exílicos, com exceção dos nomes entre parênteses, que são pré-exílicos.

ALGUMAS FESTAS ANUAIS MENCIONADAS NA BÍBLIA:

1) Festa da Páscoa: celebrada em 14 de Nisã ( cf. Lv 23.5). Festa dos Pães Asmos: celebrada entre 14 à tarde e 21 de Nisã (cf. Êx 12.14-20).

2) Festa de Pentecostes (Dt 16.9-10), das Semanas, ou da Sega (Êx 23.16): celebrada durante o mês de Sivã (cf. Lv 23.9-14).

3) Ano Novo judaico ou "Rosh Hashaná": celebrado durante o mês de Tisri (cf. Lv 23.23-25; Nm 29.1-6).

4) Dia do Perdão, da Expiação ou "Yom Kipur": celebrado em 10 de Tisri (cf. Lv 16; 23.26-32; Nm 29.7-11).

5) Festa dosTabernáculos: celebrada de 15 a 23 de Tisri (cf. Dt 16.13-17; Lv 23.33-43; Nm 29.12-39).

6) Festa da Dedicação ou Hanuká: celebrada em 25 de Quisleu (ver também Jo 10.22, nota).

7) Festa de Purim: celebrada nos dias 14 e 15 de Adar (cf. Et 9.21-32).

REFERÊNCIAS

[1] Ver Evangelho de Lucas, capítulo 1, versículos 5 a 25 (Lucas 1:5-25). Nos dias de Herodes, rei da Judéia, houve um sacerdote chamado Zacarias, do turno de Abias. Sua mulher era das filhas de Arão e se chamava Isabel. .. Sucedeu que, terminados os dias de seu ministério, voltou para casa. Passados esses dias, Isabel, sua mulher, concebeu e ocultou-se por cinco meses... ( O turno de Abias se dava nas duas semanas finais do 4º mês, conforme tabela do calendário hebraico acima)

[2] Calendário Hebraico, por Sociedade Bíblica do Brasil: Bíblia de Estudo Almeida - Revista e Atualizada . Sociedade Bíblica do Brasil, 1999; 2005.



carne "mu ida"

Carne mu ida.... e lá se foi a tentativa de aproveitar até o "mu" da vaca...

terça-feira, dezembro 04, 2007

oras oras

QUEM TE VI, QUEM TV HD!

vejam que contradição
agora vão transmitir
baixaria em alta definição!

mARCOS
em mídia indefinição

quinta-feira, novembro 09, 2006

A MALHA ROSA


A Malha Rosa,
por Marcos


Amália Rosa era uma tecelã que vivia numa pequena cidade localizada no semiárido brasileiro. Tinha Amália duas filhas. Uma foi viver no norte da África enquanto a outra foi batalhar na região do Oriente Médio. Uma até que era uma boa filha, a outra nem tanto. Uma costumava sair para observar as fases da lua seminua e, com seu astrolábio, dizer onde se encontrava, enquanto a outra preferia contemplar as estrelas a olho nu.

Certo dia, Amália terminou de confeccionar uma malha bem singular. A cor predominante era rosa. Nela bordou algumas línguas púrpuras como se fossem pétalas de rosa caídas no chão. Ao redor e sobre essas línguas bordou Amália, como se fossem formigas, vários grupos de diminutas letras cuidadosamente bem elaboradas as quais pareciam formar a palavra "roga". Com seu moderníssimo telefone móvel celular de inumeráveis recursos tecnológicos (comprado pela internet poucos dias antes) tirou uma foto digital da malha que fizera e enviou-a às suas duas filhas.

Cada uma assustou-se sobremaneira quando viu aquela imagem estampada no visor do telefone celular! Tanto uma filha quanto a outra transferiu a foto para o notebook para poder ver melhor o que seria aquela figura. Uma das filhas estranhou um pouco, a outra até que achou interessante... Uma via pedaços de rosa, a outra via línguas roxas. A filha boa lia roça e a má lia rosa!

sexta-feira, agosto 25, 2006

Queimada



corro
ao morro
socorro
ao morro
e
morro
em

.

Marcos, inédito.

veja-o junto com outros textos no blog português Palácio das Varandas:


http://palaciodasvarandas.blogspot.com/2006_08_01_palaciodasvarandas_archive.html

domingo, junho 18, 2006

Criacionismo Fundamentalista x Evolucionismo do Acaso

Breve comentário sobre o artigo Darwin x Adão da revista "Pesquisa Fapesp" deste mês de junho de 2006

de
: Marcos
para: cartas@fapesp.br

Que bello debate (quem lê entenda o duplo "l") esse entre o que foi chamado de macaco desmiolado no passado e o que agora é chamado por este de irado fundamentalista religioso. Um é o inteligente crente na teoria do acaso e o outro é o ignorante crédulo na teoria da inteligência divina. No afã de "questionarem" Darwin e Adão, os cientistas evolucionistas e os criacionistas nada mais fazem do que lançar dardos inflamados entre si. O problema é que tanto Darwin quanto Adão morreram e não podem dizer o que acham dessa briga, digo, polêmica entre os revolucionistas e os brigacionistas...

Não seria interessante chamar cientistas de ambas vertentes teóricas que queiram expor aberta, franca e serenamente o tema (sem caírem na tentação de se embaterem com paixão fervorosa) em igualdade de condições? Pois, sendo assim, cada um fica livre para acreditar na heresia, digo, teoria que quiser. Mas não deixa de ser intrigante a evolução desse deblatério. Quem pode dizer como esse embate surgiu? Foi por acaso ou foi planejado por alguém? Já é possível saber se foi o ovo ou a avestruz que veio depois? Quem foi morto covardemente pelo arrastão do PCC foi pro céu ou pro inferno? E os mensaleiros? E os bandidos?... Vão para onde? Pra cadeia? Ué, mas os bandidos já estão no inferno do sistema carcerário brasileiro que, pelo visto, foi feito sem projeto algum e só involui com o tempo. Os crimes foram premeditados de dentro das prisões ou também foram fruto do descaso do poder público? E quem planeja vir ao Brasil, rouba a informação genética de nossa flora e o conhecimento medicinal indígena, os patenteiam, ganha dinheiro e não compartilha os benefícios com os que lhe deram as informações... tal pessoa, por acaso, não deveria ir para o inferno e ficar lá para todo o sempre?

sexta-feira, maio 19, 2006

Homofonia


A Cor da Rosa

A Corda Rosa
Acorda, Rosa...
Há Corda, Rosa?

quinta-feira, maio 18, 2006

Fim de semana em São Paulo (e o começo de outra)


O BANDO!

Paráfrase/paródia: Marcos
[Estilo: tá mais pra lamento ou choro do que outra coisa]

Estava fulo da vida
Quando o noticiário falou
Que "um bando agora está
Espalhando o terror"

A minha gente sofrida
Viu aumentar sua dor
Quando viu o bando passar
Espalhando o terror

O transporte coletivo da zona sul parou
O mensaleiro que contava seu dinheiro parou
O consumismo desenfreado parou
Pra ver e ouvir aquela passagem

O mal jornalista que faz sensacionalismo sorriu
E com a divulgação lamentável o Ibope subiu
E população toda se assustou
Ao ver na TV o bando passar
Disseminando o terror

E a violência se espalhou pelas ruas e insistiu
E o fogo vários ônibus consumiu
E minha cidade toda se espantou
Ao ver o bando passar fazendo coisas de horror:

O posto bancário explodiu
Atacou a policia militar e civil
O corpo de bombeiros também atingiu
Muita gente covardemente matou
Aquele bando ao passar, fazendo um baita terror

Mas que para meu desencanto
Doze mil presos o Estado soltou
Para com a mamãe ficar

E o governador falou
Que sabia dos planos do bando
Que da situação era o controlador
Mas não conseguiu evitar
Que o bando fizesse aquele horror

E cada qual no seu canto
Em cada canto uma dor
Depois do bando passar
Espalhando o terror!!!

E para meu MAIOR desencanto
Tudo tomou seu lugar
Depois que o bando passou

O rico que sempre só consigo mesmo se preocupou
O político que sempre em si pensou
O governante que sempre em seu bolso atentou
Enfim, todo dono do poder que sempre só em si pensou
Voltou a em seus interesses se preocupar
E em como o ocorrido eleitoralmente usar

O comércio suas portas abriu
A escola seus portôes também abriu
E agora a polícia vai apontar
Pra qualquer um o seu fuzil
Porquanto o bandido se riu

O problema da violência mais embaixo está
Também é preciso prevenir, e não só remediar
Leis mais duras não vão bastar
Se a impunidade sempiterna continuar

Se um verdadeiro projeto de política pública não se instalar
E se cada setor da sociedade não se mobilizar
Cada vez pior a situação ficará
E o bando só mais um será
Quem vai passar e espalhar o terror!